Do primeiro para o segundo filho: a mesma mãe, só que muito menos desesperada 😅
Quando nasceu minha primeira filha, nasceu também uma mãe cheia de amor, dúvidas e uma necessidade quase científica de controlar absolutamente tudo.
Eu pesquisava, anotava, calculava e tentava seguir todas as orientações possíveis.
Na segunda filha, o amor continuou igual.
O desespero é que diminuiu bastante.
O sono do primeiro filho era praticamente uma pesquisa acadêmica 😴
Com a minha primeira filha, eu comprei manual de sono.
Contava os minutos das sonecas, anotava tudo em um papel e tentava descobrir o horário perfeito para colocá-la para dormir.
Quanto tempo ela dormiu?
Quanto tempo ficou acordada?
Já passou da janela de sono?
Será que agora é cedo demais?
A maternidade era praticamente um laboratório, e eu era a pesquisadora principal — só que exausta e sem nenhuma conclusão definitiva.
Com a segunda filha, o método ficou mais simples.
Quando vejo que a coitada está quase dormindo em pé, penso:
“Acho que está com sono.”
Brincadeiras a parte, mas hoje percebo melhor os sinais de sono dela.
Na primeira, eu olhava para o relógio.
Na segunda, eu olho para a criança.
A introdução alimentar e os acessórios que ninguém usou 🍽️
Na introdução alimentar da minha primeira filha, comprei pratos, copos, talheres e babadores de várias cores.
Parecia que ela estava prestes a abrir um restaurante.
Na segunda, eu já sabia que boa parte daquilo provavelmente não seria usada.
Comprei um babador.
Ela arremessou.
Eu entendi a mensagem e nunca mais comprei outro.
Foi uma conversa curta, mas bastante objetiva.
Esterilização: do pânico à assoprada
Com a primeira filha, tudo precisava estar perfeitamente limpo.
Era lavar, esterilizar, ferver e conferir novamente, porque vai que um copinho infantil representasse uma ameaça à segurança nacional.
Se alguma comida caísse no chão, era imediatamente descartada.
Com a segunda filha, a situação mudou um pouco.
Caiu?
A gente olha.
Dá uma leve assoprada.
E devolve para a criança. 😅
Claro que existe bom senso.
Mas existe também uma mãe que já percebeu que, em algum momento, o bebê vai lamber o chão, colocar um brinquedo duvidoso na boca e sobreviver.
A segunda filha não recebe menos cuidado
Pode parecer que a mãe relaxou demais com o segundo filho.
Mas não é falta de cuidado.
É experiência.
Com o primeiro, tudo é novo. Cada choro parece um mistério e qualquer mudança pode gerar uma reunião de emergência.
Com o segundo, a gente já sabe que muitas fases passam, que nem todo dia seguirá uma rotina e que alguns produtos infantis foram criados apenas para testar nossa capacidade de gastar dinheiro.
Minha segunda filha não recebeu uma mãe que ama menos.
Ela recebeu uma mãe mais segura.
Uma mãe que já entendeu que nem tudo precisa ser anotado, cronometrado, esterilizado ou comprado antes de o bebê nascer.
No primeiro filho, a gente tenta controlar tudo.
No segundo, começa a perceber que controla muito pouco.
E talvez essa seja uma das melhores coisas que a experiência ensina: nossos filhos não precisam de uma mãe que tenha todas as respostas.
Precisam de uma mãe presente, atenta e disposta a aprender quem eles são.
Mesmo que, para isso, ela precise abandonar o manual, esquecer o relógio e aceitar que, às vezes, uma leve assoprada resolve. 😅
Mamãe Ju ♥